sexta-feira, 30 de maio de 2008

Quem manda(va) aqui sou eu!

Passei 25 dias como o brasileiro mais poderoso da Nicarágua. Bom, grande coisa, já que os outros não chegam a 200 pessoas. Não, não gostei. Claro que tem coisas divertidas, como por exemplo, nas comunicações com o Itamaraty, eu mesmo assino. Se eu assino, a idéia é que eu posso, em tese, dizer o que eu quero. Claro que não fiz nenhuma loucura, tanto que quando a Chefe voltou ela me engordou 15 kg só com os elogios à gestão do posto no meu período, e disse que eu tenho uma carreira brilhante pela frente com muito sucesso etc. Minha chefe é muito boazinha.

E na verdade, deu preguiça de querer ser embaixador um dia. É que eu não gosto de coquetel. Nem de discurso. Tem muita inauguração de fonte pra ir, e nelas tem coquetel e discurso. Não gosto de comer em coquetel, porque os dentes ficam sujos e a gente tem que conversar com os outros. E eu detesto gente falando bobagem sobre as obras de arte penduradas na parede. Também detesto ter opinião sobre coisas que desconheço. E gosto de ser dono da minha agenda. E de ter tempo pra escrever no Pirata Del Cocibolca. E de responder emails, e de viajar quando quero sem ninguém interromper as minhas férias.

Foi legal, claro. Porque eu adoro assinar embaixo.

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